"Na época, Honestino tinha 19 e eu, 17. Na euforia natural da idade, achávamos-nos em condições de realizar todos os nossos ideais políticos. O Gui pensava em partir do campo para a cidade, e eu pensava em organizar a cidade, os sindicatos e partir para a organização da luta armada. Enquanto eu queria a luta, ele queria a mudança de mentalidade.
Um dia encontrei, ele, já foragido em São Paulo. perguntei se tinha medo. Ele respondeu:
- Não. Tenho consciência de que, quando botarem as mãos em mim, vão me matar. Eu me preparo todos os dias para isto. Não quero estar despreparado, disse Honestino.
Isso que é ser valente e saber o que o espera... Hoje em dia precisamos de pessoas assim!!
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