sexta-feira, 30 de outubro de 2009

A POÉTICA, de Aristóteles VII.

►“A tragédia, entretanto, não é apenas a imitação de uma ação completa; também relata casos que inspiram horror e pena, emoções que surgem, em especial, quando as ações são inesperadas” (p. 48)

►Temos aqui esboçada a teoria da catarse, outra idéia que se tornará pilar em toda a tradição clássica ocidental.


Livro X

►O autor diferenciará as fábulas simples das complexas. Isso porque as ações que elas imitam também são simples ou complexas.

►Simples é “a ação que, de modo uno e coerente, (…) produz mudanças na sorte sem que haja peripécia ou reconhecimento”... (p. 49).

►“Digo ação complexa quando dela se segue mudança, quer por reconhecimento, quer por peripécia, quer por ambos” (p. 49).

►“A peripécia e o reconhecimento, no entanto, devem decorrer da estrutura interna da fábula, de tal forma que venha a se originar, por necessidade ou por verossimilhança, dos acontecimentos que os antecedem” (p. 49).


Livro XI

►Para que alcance o efeito sobre a platéia, retoma-se a importância da organização correta da peripécia e do reconhecimento dentro do desenrolar da tragédia.

►A peripécia “é a alteração das ações em sentido contrário (…); e essa inversão deve acontecer (…) segundo a verossimilhança ou a necesidade” (p. 49).

► O reconhecimento (…) é a passagem do desconhecimento ao conhecimento” (p. 49).

►“O mais belo dos reconhecimentos é o que se dá ao mesmo tempo que uma peripécia, como sucedeu no Édipo” (p. 49).


►Alteraremos, aqui, a ordem da exposição de Aristóteles, a fim de melhor organizarmos a defesa que este faz da catarse, efeito desejável da tragédia sobre o cidadão.

►Aristóteles afirma que “quando há peripécia, o reconhecimento produzirá temor ou piedade” (p. 50).

►“E esses sentimentos, como demonstramos, são despertados pela imitação de ações, que é a essência mesmo da tragédia” (p. 50).

►O reconhecimento se dá entre as personagens, concomitantemente ou não. Neste momento, não resta dúvida alguma sobre a identidade de uma delas ou de ambas (p. 50).

►“Essas são duas partes da fábula: a peripécia e o reconhecimento. Há uma terceira, a catástrofe”.


►“A catástrofe é uma ação de que resultam danos e sofrimentos, como ocorre com as mortes em cena, as dores lancinantes, os ferimentos e demais ocorrências semelhantes” (p. 50).

►“A estrutura da tragédia mais bela deve ser complexa, não simples, e (…) deve consistir na imitação de ações que despertam terror e pena” (p. 51).

Teatro de Epidauro. Séc III aC.

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