(continuação)
Livro XII
Quanto ao aspecto formal da tragédia, Aristóteles define seis partes:
Prólogo
“É a parte completa da tragédia que antecede a (primeira) entrada do coro” (p. 50)
Párodo
“É o primeiro entoar do côro” (p. 50). Ou seja, a primeira entrada e intervenção do côro.
“É o primeiro entoar do côro” (p. 50). Ou seja, a primeira entrada e intervenção do côro.
Episódio
“É a parte completa encontrada entre dois corais” (p. 50). Em outras palavras, episódios são os trechos de ação entre os atores.
“É a parte completa encontrada entre dois corais” (p. 50). Em outras palavras, episódios são os trechos de ação entre os atores.
Stásimo ou Estásimo
Cada intervenção do côro entre os episódios.
Kommós
“Canto lamentoso do coro e dos atores, a um só tempo” (p. 50).
“Canto lamentoso do coro e dos atores, a um só tempo” (p. 50).
Êxodo
“Parte completa depois da qual não se segue o canto do côro” (p. 50).
“Parte completa depois da qual não se segue o canto do côro” (p. 50).
Livro XIII
►É imprescindível que o espectador possa estabelecer uma empatia em relação ao herói, para que a catarse, de fato, se cumpra – este é o objetivo da tragédia.
►“Não cabe apresentar homens muito bons passando de venturosos a desventurados (o que não produz nem terror nem pena, mas sim, repulsa), nem homens muito maus passando da desventura à felicidade (nada há de menos trágico; faltam-lhe as características necessárias para a inspiração de medo e piedade; e assim não se está de acordo com as emoções humanas). Tampouco se há de mostrar o homem perverso lançar-se da ventura ao infortúnio; embora essa situação esteja de acordo com os sentimentos humanos, não produziria nem temor nem piedade; pois esta (a piedade) a experimentamos em relação ao que é infeliz sem o merecer; e aquele (o terror), sentimos por nosso semelhante desventurado; por este motivo, o resultado não parecerá funesto nem digno de compaixão” (p. 51).
►A personagem trágica não pode ser superior, inacessível, a ponto de não produzir nenhuma empatia com o espectador, nem tampouco vil, desprezível; Aristóteles recomenda uma personagem em situação intermediária.
►“É a do homem que nem se destaca pela virtude e pela justiça, nem cai no infortúnio como resultado de vileza ou perversidade, mas em consequência de algum erro; esse homem estará entre aqueles que gozam de grande prestígio e prosperidade, como Édipo, Tiestes, e outros membros de famílias eminentes” (p. 51). Esta é a definição da falha trágica.
►Adiante, o filósofo retomará a recomendação: “Deve-se ir da felicidade ao infortúnio; não por maldade e sim por algum erro da personagem, que, como já dissemos, deve antes tender para melhor que para pior” (p. 51).
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