Já separado e com nova companheira, Maria Rosa, militante e foragida do Ceará, Honestino via-se cercado. Estava a compor então o Mandado de Segurança Popular, que não conseguiu terminar a tempo. Foi conduzido ao encontro por um companheiro, provavelmente capturado pela repressão. Foi preso em 10 de outubro de 1973 pelo Cenimar e nunca mais foi visto. Dona Rosa penou para encontrá-lo Brasil afora, participando de andança de gabinete em gabinete. Um general chegou a dar uma permissão para visitar Honestino no Natal. Ela foi e ficou na sala de espera até receber o aviso que o seu filho não se encontrava ali. Foi momento de dor e desespero. Depois, já na militãncia espiritual, Dona Rosa encontra-se com Honestino caído numa cela, onde deu um passe para ele acordar e acaricinhá-la. Só aí, compreendeu a sua morte. Em 12 de março de 1996 chegou em suas maos a certidão de óbito de Honestino, sem esclarecer a causa da morte, o local ignorado, a data ignorada, o local do sepultamento ignorado.
-- Em 26 de agosto de 1997, a Universidade de Brasília reconhece o seu silêncio de mais de duas décadas desde a sua expulsão e outorga a Honestino (in memoriam) o título de "mérito universitário". Ao receber este título, recebo também o histórico escolar de Honestino, que mostra o compromisso cumprido de estudante com sua própria vida, impedido de terminar o seu curso de geologia, desabafa a guerreira, dona Maria Rosa Leite Monteiro.
-- Em 26 de agosto de 1997, a Universidade de Brasília reconhece o seu silêncio de mais de duas décadas desde a sua expulsão e outorga a Honestino (in memoriam) o título de "mérito universitário". Ao receber este título, recebo também o histórico escolar de Honestino, que mostra o compromisso cumprido de estudante com sua própria vida, impedido de terminar o seu curso de geologia, desabafa a guerreira, dona Maria Rosa Leite Monteiro.
Tenho lido atentamente cada frase deste negócio aqui e ficado em estado de choque. Os senhores querem inverter a história. Transformar os fora-da-lei em heróis. Essas pessoas traíram a sua Pátria. Roubaram bancos, seqüestraram embaixadores, mataram militares e civis, envenenaram de idéias subversivas gente inocente. Subversivos, terroristas. E vocês querem que eu engola essa história de "memória dos esquecidos". Nós defendemos um País, ameaçado pela desordem, pelo caos comunista. Nós somos os heróis de sangue, suor e carne queimada no sol do Araquaia e das ruas. E não há nenhum busto, nenhum nome de rua e praça, que exalte nossa bravura. Eu neste instante, no auge da minha luta, digo: Salvem os militares do meu País, salve, salve!!! Bravos guerreiros que abateram a desordem.
ResponderExcluirP.S: Senhor Sérgio Maggio, se estivéssemos em 1970, diria, que o senhor estaria son vigília constante...