domingo, 4 de outubro de 2009

Poesia de Honestino Guimarâes

Quisera fazer uma poesia
tão grande, tão imensa
que mais seria uma (elegia)
saída da minh'alma tensa
E tão grande quanto for
a vaga e firme obsessão
que norteia o meu amor

Quisera fazê-la no coração
e aí encerrá-la eternamente
chorando, rindo se quiser
mas conservando somente
sua origem de uma mulher

Quisera fazer um poesia
que despertasse riso e choro
Um poema tão louco seria
que subiria dos céus e em coro
ribombaria sobre a terra
e como uma tempestade
traria as emoções que encerra
submetidas à minha vontade
ao meu peito de homem e poeta

Afgitar-seía indomável
e poucoa pouco se aquitetaria
aninha-se-ia adorável
em minha alma imensa

Então dir-lhe-ia da poesia
cuja emoção tão intensa
nossas vidas manteria
Ela você - e eu seu autor
Ela a ponte - e eu o amor

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