
Ingressou na Academia de Platão. “Nesta sua primeira estadia em Atenas, Aristóteles permaneceu cerca de 25 anos, primeiramente só como ouvinte, logo também como professor no estabelecimento criado por Platão”2.
Ao matematismo dominante na academia platônica, Aristóteles contrapôs “o espírito de observação e a índole classificatória, típicos da investigação naturalista, e que constituirão os traços fundamentais do seu pensamento”3.
Em 347 a.C. morreu Platão, e Aristóteles deixou Atenas. Fixou-se em Assos, na Ásia Menor, onde Hérmias, um ex-escravo e antigo discípulo da Academia, tornara-se governante. Possivelmente, a escolha de Espeusipo, sobrinho de Platão, para dirigir a Academia tenha decepcionado Aristóteles, depois de sua destacada atuação ao longo de 20 anos.
Três anos após sua transferência para Assos, Hérmias foi assassinado.
Deixou, então, a cidade, levando consigo Pítias, a sobrinha do tirano morto, que se tornou sua primeira esposa. Mais tarde, Pítias vem a falecer; Aristóteles desposa Herpilis, que lhe dará um filho, Nicômaco.
Aristóteles permanece dois anos em Mitilene, na ilha de Lesbos. A Macedônia, crescendo militarmente, inicia sua expansão. Filipe chama o filósofo em 343 a.C. para confiar-lhe a educação de seu herdeiro, Alexandre.
Em 338 a.C., os macedônios derrotam os gregos em Queronéia, impondo o fim da autonomia das cidades-Estados que caracterizava a Grécia do período helênico. A partir daí, será assimilada a organismos políticos que diluirão as fronteiras estabelecidas entre gregos e os demais povos.
Em 336 a.C., Filipe é assassinado. Alexandre sobe ao trono e constrói um imenso império, a partir de uma expedição para o Oriente.
Aristóteles retorna, neste momento, para Atenas. Lá, funda uma escola que chama de Liceu, que passou a rivalizar com a antiga Academia, agora liderada por Xenócrates.
O Liceu transformou-se num centro de estudos dedicados principalmente às ciências naturais. Alexandre enviava das terras distantes que conquistava, mostras de fauna e flora, que enriqueciam a coleção do Liceu.
Alexandre parecia devotar grande estima ao antigo mestre, mas divergiam em uma idéia fundamental: Aristóteles opunha-se à fusão da cultura grega às culturas orientais. Acreditava se tratar de naturezas distintas, e que não poderiam coexistir sob o mesmo regime político.
Depois da morte de Alexandre, em 323 a.C., Aristóteles passou a ser hostilizado pela facção antimacedônica em Atenas. Acusado de impiedade, deixou Atenas e refugiou-se em Cálcis, na Eubéia, onde morreu no ano de 322 a.C., tendo vivido apenas 63 anos.
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