sexta-feira, 30 de outubro de 2009

A POÉTICA, de Aristóteles V.

►No Livro XXV, o filósofo associará “modo” a imitar “as coisas, tal como eram ou como são; tal como os outros dizem que são, ou que parecem; tal como deveriam ser” (p. 70).


Livro IV.

►O Livro IV apresentará a defesa da mímesis.

►Segundo Aristóteles, imitar é uma tendência humana; através dela o homem adquire os primeiros conhecimentos, e experimenta o prazer advindo do conhecimento (p.33).

►A imitação é a causa natural da Poesia.


►“Ao homem é natural imitar desde a infância – e nisso difere dos outros seres, por ser capaz da imitação e por aprender, por meio da imitação, os primeiros conhecimentos -; e todos os homens sentem prazer em imitar” (p. 40).


►Aristóteles associa ao caráter dos poetas sua inclinação para imitar “ações nobres, das mais nobres personagens” ou “imitações desprezíveis, compondo vitupérios…” (p. 40). Desta forma, o filósofo insinua que o caráter do poeta se refletiria em sua obra, um gérme do que, mais tarde, viria a ser chamada “crítica biografista”.


►Em seguida, discursa sobre a poesia, analisando a produção de Homero. Aristóteles considera a tragédia superior à comédia, e mais estimada.



►Tanto a tragédia quanto a comédia tiveram origem na improvisação; a tragédia teria descendido do ditirambo, e a comédia, dos cantos fálicos (p.34).

►No que concerne à forma, então, a tragédia caracterizava-se pelo metro jâmbico, mais coloquial, e contava com certo número de episódios (p.34-35).


Livro V


►O autor fala detalhadamente sobre a comédia pela primeira vez no Livro V. A comédia "...é imitação de pessoas inferiores; mas não em relação a todo tipo de vício, e sim quanto à parte em que o cômico é grotesco. O grotesco é um defeito, embora ingênuo e sem dor”.

►“A comicidade, com efeito, é um defeito e uma feiúra sem dor nem destruição ..." (p.35).

►Acrescenta que as transformações sofridas pela tragédia são conhecidas, mas as transformações da comédia não o são “porque no princípio ela não era estimada” (p. 42).

►Assim, sobre máscaras, prólogos, número de atores e outras particularidades, Aristóteles conclui que não se sabe a autoria (na comédia); quanto à composição de fábulas, deveria-se a Epicarmo e Fórmis (p.42).

►Em seguida, o autor volta a debruçar-se sobre os outros gêneros, estabelecendo as diferenças entre a poesia épica e a tragédia:


►“A poesia épica e a tragédia só concordam por ser, ambas, imitações em versos de homens superiores; a diferença está em que a epopéia tem metro uniforme e forma narrativa. Também na extensão existe diferença; a tragédia tanto quanto possível, procura caber dentro de uma revolução do sol, ou ultrapassá-la muito pouco; na epopéia, a duração não tem limitação, e nisso as duas diferem” (p. 42).


►A poesia épica compõe-se num metro uniforme e é uma narrativa. Além disso, diferem em extensão: a tragédia não ultrapassa um dia, ou o faz em muito pouco; já o poema épico - epopéia - não tem limite de duração (p.35).

►No livro seguinte, o articulador procurará demonstrar as partes da tragédia.





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