Livro XV
►No décimo-quinto livro, o autor discorrerá sobre os caracteres.
►Alerta que quatro pontos devem ser observados quanto aos caracteres dos heróis:
►I. “O primeiro e mais importante é que eles sejam bons” (p. 54).
►II. “O segundo ponto é que os caracteres devem ser apropriados. Caráter viril existe, mas à mulher não convém ser viril nem terrível” (p. 54).
►III. “O terceiro ponto é a semelhança; essa qualidade difere das outras que explicamos, a bondade e a adequação” (p. 54).
►IV. “O quarto ponto é a coerência. Mesmo quando o personagem é incoerente em relação a suas ações, precisa ser, na tragédia, incoerente com coerência” (p. 55).
“A necessidade e a verossimilhança devem estar presentes na representação dos caracteres (…), de maneira que seja necessário e provável, a determinado personagem, falar tais palavras e praticar tais atos…” (p. 55).
►Neste livro está contida a idéia de que a arte deve “embelezar a vida”: “uma vez que a tragédia é a imitação de seres melhores do que nós, é necessário copiar os bons retratistas; estes, ao reproduzir o original, a um só tempo respeitam-lhe a semelhança e o tornam mais belo” (p. 55).
“Assim também devem agir os poetas; ao imitar personagens fracos ou de temperamento forte, ou providos de outros defeitos de caráter, devem elevá-los, mas sem permitir que sejam o que não são. Foi o que fizeram Agatão e Homero com Aquiles, modelo de homem rude” (p. 55).
►É também no Livro XV que Aristóteles faz uma ressalva quanto ao desfecho que recorre a qualquer elemento exterior à fábula – a famosa crítica ao “deus ex-machina” utilizado por Eurípedes em Medéia. Para o articulador, não se deve recorrer aos deuses, ou ao irracional, no desenvolvimento das ações (p. 55).
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
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