quinta-feira, 5 de novembro de 2009

A POÉTICA, de Aristóteles XV.

Livro XXV


►O Livro XXV, o autor retoma a idéia de que “o poeta é um imitador, como o pintor e qualquer outro artista. E imita necessariamente por um dos três modos: as coisas, tal como eram ou como são; tal como os outros dizem que são, ou que parecem; tal como deveriam ser” (p. 70).


►Aristóteles averigua, no desempenho dos imitadores, dois tipos de erros: erros artísticos – não representar adequadamente determinada coisa -, e erros acidentais.

►Analisa uma série de expressões em diversos poemas de modo a averiguar se eles correspondem à realidade ou não; se representam metaforicamente uma realidade plausível, ou se consistem em erros em função de desconhecimento (pp. 71-73).


►Na poesia, “o impossível convincente tem preferência ao possível que não convence” (p. 73).

►A crítica das artes, dessa forma, são de cinco espécies: impossibilidade; maldade; irracionalidade; contradição; e violação às regras da arte (p. 73).


Livro XXVI


►No último Livro da Poética, Aristóteles confrontará a poesia épica frente à poesia dramática. “Qual a melhor imitação, a épica ou a trágica”, é a questão que formula.


►O autor começa explanando sobre uma crítica aparentemente comum na cidade, que associa o exagero das interpretações dos atores à necessidade de um público menos culto de compreender a fábula.

“Diante de espectadores incultos, e para que compreendam a representação, fazem os atores todo tipo de movimentos…” (p. 74).

►Desse modo, a epopéia visaria uma platéia mais nobre, que “dispensam a gesticulação”; enquanto “aos toscos se destina a tragédia, que, por vulgar, evidentemente é inferior” (p. 74).

►Surpreendentemente, o autor contradiz a crítica corrente; alega que exageros podem ocorrer na declamação da epopéia, por qualquer aedo ou rapsodo (p. 74).

►Afirma, ainda, que a tragédia alcança seu objetivo mesmo sem a encenação, bastando lê-la para ter suscitados sentimentos.


►Conclui que “a tragédia é superior porque, além de todos os méritos da epopéia (chega a valer-se do metro épico), conta também com a música e o espetáculo cênico, partes que lhe aumentam o prazer peculiar. De mais a mais, apresenta qualidades tanto quando lida como quando encenada” (p. 74).


Defende, também, que a tragédia tem “o mérito de imitar plenamente numa extensão menor”; que “é menos unitária a imitação das epopéias”; e, o mais importante, é ainda melhor por atingir o objetivo próprio da arte, “pois produz não qualquer prazer, mas o indicado”, e, alcançando melhor sua finalidade, “é superior à epopéia” (p. 75).

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