Livro XXIII
►No Livro XXIII, o filósofo retornará à forma da poesia épica. Estas devem apresentar “estrutura dramática; devem compor-se de uma única ação, inteira e completa, com começo, meio e fim, para que, como um ser vivente uno e inteiro, provoque o prazer que lhe é típico” (p. 67).
►Os poetas não devem ambicionar contar todo o ocorrido em um tempo, mas apenas um evento, como fez Homero na Ilíada, onde não pretendeu narrar toda a Guerra de Tróia, mas um fragmento dela.
Livro XXIV
►A epopéia é composta das mesmas partes da tragédia, com exceção da música e do espetáculo cênico. Deve ter as mesmas espécies que a tragédia: “simples, complexa, de caracteres, catastrófica” (p. 68).
►Também deve conter peripécias, reconhecimentos, catástrofes.
►Da mesma maneira, deve ser composta com belas idéias e falas.
“A epopéia e a tragédia diferenciam-se quanto à extensão e à métrica” (p. 68).
►"Ao contrário da tragédia - em que se desenvolve somente uma cena, porque não há como mostrar muitas partes da ação a um só tempo -, a epopéia permite, como narrativa, o desenrolar de diversas ações na mesma época; estas, em harmonia com a principal, enobrecem a poesia” (p. 68).
►Aristóteles considera esse fator uma vantagem sobre a tragédia, podendo despertar ainda mais o interesse do público.
►Prossegue afirmando que “o único metro apropriado à epopéia é o heróico”, porque o heróico “é o mais solene e amplo, e por esse motivo acolhe melhor as palavras raras e as metáforas – o que torna a imitação narrativa, também por esse detalhe, superior a outras” (p. 69).
►O autor define que, nas fábulas, nada deveria haver de irracional. Mas, resistindo esse na narrativa, deve ser suplantado pela beleza oferecida pelo poeta por meio da linguagem (p. 70).
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