Isso acarreta no reforço da visão equivocada segundo a qual a aula de artes é “um tempinho de lazer” para os estudantes em meio à carga de conteúdo e horário das “disciplinas sérias”.
É preciso esclarecer, em primeiro lugar, que a Arte é uma área de conhecimento tão ampla quanto, e mais antiga, que a Filosofia e as Ciências.
Isto posto, passemos a tratar das linguagens.
Somente para fins de comparação, podemos tomar o exemplo da “Matemática” como linguagem: para seu satisfatório aprendizado, os alunos têm aulas de aritmética, álgebra, cálculo, geometria e geometria analítica – só para ficarmos na divisão clássica – separadamente.
Porque, como linguagem, a Matemática – assim como os idiomas estrangeiros ou a Língua Portuguesa – consiste em uma complexa estrutura que precisa ser abordada separada e demoradamente, estrutura em que os elementos se condicionam, comunicam, complementam; linguagens são, correntemente, subdivididas tamanhas são suas abrangências.
Outro exemplo pode ser a Língua Pátria. Nas escolas, “Português” é ensinado em múltiplas disciplinas, suas inúmeras subáreas: gramática, literatura (com respectivas subáreas) e redação (capacidade individual de expressar-se por escrito no idioma, a partir do aprendizado dos dois sub-campos anteriores) - isso, na divisão ortodoxa.
Vale lembrar que “as Artes” abrangem diversas linguagens artísticas: música, dança, teatro, artes visuais... Cada qual, um universo inimaginável com “alfabeto” próprio, regras para seu uso (técnicas), história, conceitos, filosofia.
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
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Por isso, a importância de dividirmos com você o conhecimento e a reflexão da tragédia grega, mesmo num processo cuja forma se distancia aparentemente.
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