quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Batismo de sangue



Foto de Jones Schneider

Coletivo Trincheira Cia. de Teatro faz intervenção cênica e política sábado, às 22h, para exigir que o Museu Nacional assuma publicamente o nome “Honestino Guimarães”

A placa do Museu Nacional está incompleta. O nome oficial de batismo, Honestino Guimarães, está omitido. Esquecimento? Descaso? Intenção? Ocupado em escrever dramaturgicamente a história desse brasileiro arrancado da UnB e morto pela força de repressão da ditadura da militar em 1973, o coletivo Trincheira Cia. de Teatro vai cravar no monumento de Oscar Niemeyer o nome de direito “Museu Nacional Honestino Guimarães”. Na performance Honestino, aqui, ali, acolá, que integra a programação oficial do Cena Contemporânea Festival Internacional de Teatro de Brasília, o grupo brasiliense ocupará sábado (dia 5), às 22h, a Praça do Museu em intervenção cênica e política.
Com embrião que nasceu na Faculdade de Artes Dulcina de Moraes (FADM), o grupo, formado por ex-professores e alunos do curso de artes cênicas, desenvolve pesquisa cênica e colaborativa sobre a trajetória de Honestino Guimarães em ensaios realizados na Escola Parque da 313/314 Sul. O objetivo é montar espetáculo Honestino, guerreiro do povo brasileiro sobre a vida do líder estudantil (presidente da UNE, preso e morto aos 26 anos, em 1973) para exaltar a memória do militante nos 50 anos de Brasília.

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