Ele fechou a porta do teatro, apagou a luzes, ouviu uma frase de lamento. Era uma despedida, um nó de morte. Havia uma lacuna, um silêncio... interrompido por palmas que vinham de um outro auditório. Pegou aquele aplauso emprestado para o espetáculo abortado que escorria pelas pernas como um sangue-placenta. Foi melhor seguir assim... sob o som festivo e alheio... Fecha o pano...
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Fecha o pano
Ele fechou a porta do teatro, apagou a luzes, ouviu uma frase de lamento. Era uma despedida, um nó de morte. Havia uma lacuna, um silêncio... interrompido por palmas que vinham de um outro auditório. Pegou aquele aplauso emprestado para o espetáculo abortado que escorria pelas pernas como um sangue-placenta. Foi melhor seguir assim... sob o som festivo e alheio... Fecha o pano...
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Dia histórico
Nunca mais sigilo oferecerá guarida ao desrespeito', afirma Dilma
Presidente sancionou nesta sexta a lei que cria Comissão da Verdade.
Ela também assinou lei que acaba com sigilo eterno de documentos oficiais.
Priscilla Mendes Do G1, em Brasília
A presidente da República, Dilma Rousseff, sancionou nesta sexta-feira (18) a lei que cria a Comissão da Verdade e a Lei de Acesso à Informação.
A Comissão da Verdade irá apurar violações aos direitos humanos entre 1946 e 1988 - período que inclui a ditadura militar - e terá dois anos para produzir um relatório com conclusões e recomendações sobre os crimes cometidos.
A Lei de Acesso à Informação acaba com o sigilo eterno de documentos públicos e estabelece prazo máximo de 50 anos para que as informações classificadas pelo governo como ultrassecretas sejam mantidas em segredo.
A presidente – presa e torturada pela ditadura – disse ser “um grande orgulho sancionar essas duas leis” e que “o silêncio e o esquecimento são sempre uma grande ameaça”.
“Nenhum ato ou documento contra os direitos humanos pode ser colocado sob sigilo de espécie alguma. O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito, aos direitos humanos no Brasil", afirmou.
A presidente classificou como “fundamental" o conhecimento do passado pela população, "principalmente o passado recente, quando muitas pessoas foram presas, torturadas e mortas”.
Dilma foi aplaudida diversas vezes durante a cerimônia, que contou com a presença dos quatro comandantes das Forças Armadas, além de ministros e parlamentares. A presidente falou em “subordinação do Estado aos direitos humanos”.
“Acredito que [...] a entrada em vigor da Lei de Acesso à Informação e da lei que cria e instala a Comissão da Verdade são momentos especiais que ficarão para sempre marcados na histórica do Brasil e colocam nosso país num patamar superior, de subordinação do estado aos direitos humanos”.
Ela disse ainda que a sanção “corresponde plenamente ao nosso compromisso com a transparência de todos os órgãos públicos, garante o acesso a historia do país e reforma o exercício cotidiano na fiscalização do Estado”.
Membros da comissão
Dilma não anunciou nesta sexta os sete membros da comissão. O texto prevê que os integrantes deverão ser "de nacionalidade brasileira, designados pelo Presidente da República, com base em critérios como o da pluralidade, reconhecimento de idoneidade e de conduta ética e por defesa da democracia, da institucionalidade constitucional e dos direitos humanos".
Durante o trabalho, o grupo poderá requisitar informações a órgãos públicos, inclusive sigilosas, convocar testemunhas, realizar audiências públicas e solicitar perícias.
O texto do projeto incorporou mudança incluída na Câmara sob pressão da oposição. Na época, uma emenda apresentada pelo DEM e aprovada pelos deputados vetou a indicação de "quem exerce cargo no Executivo e em partido, quem não tenha condições de atuar com imparcialidade e quem esteja no exercício de cargo em comissão ou função de confiança".
A comissão contará com 14 funcionários, além do suporte técnico, administrativo e financeiro da Casa Civil. A comissão terá ainda de enviar aos órgãos públicos competentes informações que ajudem na localização e identificação de restos mortais de pessoas desaparecidas por perseguição política.
Lei de Acesso à Informação
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse que, com a Lei de Acesso à Informação, “a informação será colocada com extrema publicidade e com restrições pequeníssimas” e ressaltou que o tema foi tratado no Congresso Nacional não como uma questão partidária, mas sim de Estado.
Para o ministro, “não é com abuso de poder, castração de pensamento e supressão de pensamento que se controla a paz de um povo e seu desenvolvimento”.
Cardozo afirmou que, “com a verdade, sabemos onde e quando erramos e o que deve ser feito para que os maus exemplos não se repitam”.
“Não há restrições que se admitam. Há sempre luz do sol, há sempre conhecimento para que efetivamente a sociedade brasileira possa ter consciência de absolutamente tudo no que diz respeito a esses direitos fundamentais”, disse.
A proposta que acaba com o sigilo eterno - enviada ao Congresso pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2009 - padroniza o acesso a informações públicas no país, obrigando governos federal, estaduais e municipais a atender demandas por dados e documentos assim que requisitados. Documentos relativos a violação dos direitos humanos, inclusive aqueles produzidos durante o regime militar (1964-1988), não poderão ficar sob sigilo.
O texto prevê ainda a criação de uma comissão com membros do Executivo, Legislativo e Judiciário, responsável pela classificação dos documentos em três tipos: reservado (mantidos em segredo por 5 anos), secreto (15 anos) e ultrassecreto (25 anos).
Atraso brasileiro
Economist' analisa 'atraso' brasileiro em lidar com os crimes da ditadura
Revista compara situação no Brasil com a de países vizinhos e diz que, enquanto o passado recente não for examinado, a 'repressão vai continuar'.
Da BBC
Em sua edição desta semana, a revista britânica 'Economist' trata da polêmica da Comissão Nacional da Verdade e analisa como o Brasil está atrasado em relação soa vizinhos para lidar com o legado da ditadura.
A revista lembra que o projeto da comissão, que pretende esclarecer violações dos direitos humanos ocorridas de 1946 a 1985, já foi aprovado no Senado e deve ser sancionado pela presidente Dilma Rousseff nesta sexta (18).
E afirma que apesar de os três últimos presidentes do país terem sofrido nas mãos dos militares - Dilma foi torturada; Lula, preso e Fernando Henrique, obrigado a se exilar -, só agora o assunto está sendo tratado de maneira mais aprofundada.
Diante disso, a publicação compara a situação do Brasil com seus vizinhos que mais sofreram com os chamados anos de chumbo.
'O Brasil tem sido lento na revisão dos crimes da ditadura. A Argentina começou a processar os militares logo após o colapso do regime, em 1983', diz a reportagem.
'A Suprema Corte do Chile decidiu em 2004 que os 'desaparecimentos' não eram passíveis de anistia.'
'Amnésia coletiva'
Na avaliação dos especialistas ouvidos pela 'Economist', essa demora no Brasil se deve ao fato de a transição para a democracia ter sido mais lenta e controlada no país.
'O regime não entrou em colapso após uma guerra desastrosa como aconteceu na Argentina ou enfrenta ameaça de protestos, como Augusto Pinochet no Chile.'
Outra razão citada é uma tendência dos brasileiros em sofrer de uma espécie de 'amnésia coletiva'. Segundo Maurício Santoro, da Fundação Getúlio Vargas, aponta na revista para o contraste entre o Brasil, 'o país do futuro', e a Argentina, que 'têm uma obsessão pela era de ouro em que viveram no passado'.
Segundo a 'Economist', uma das consequências desse atraso 'é que a repressão continua, só que agora a violência se concentra mais na polícia, e não no Exército'.
A revista destaca que a truculência da polícia é raramente punida e frequentemente aplaudida, como acontece nos filmes 'Tropa de Elite', e que ativistas esperam que a Comissão da Verdade altere essas opiniões.
'Algumas coisas só acontecem quando e se a sociedade está pronta', diz um dos entrevistados da matéria, Atila Roque, diretor da ONG Anistia Internacional no Brasil. 'Acho que estamos prontos'.
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Teatro Subversão de palco e plateia
Foto de Ronaldo OliveiraFoto Ronaldo Oliveira

terça-feira, 18 de outubro de 2011
Hoje, Trincheira saúda o mestre Boal
Publicação: 18/10/2011 08:15 Atualização:
| Augusto Boal deixou 22 livros escritos, traduzidos para mais de 20 idiomas |
“Existem lugares no mundo em que as pessoas conhecem ele e não conhecem Pelé.” A frase é do diretor e professor teatral Amir Haddad, sobre o amigo Augusto Boal, diretor, dramaturgo e ensaísta que influenciou profundamente a cultura brasileira e criou novos limites para o jogo dramático. O próprio Haddad já comprovou esse prestígio. Durante uma viagem à Alemanha, entrou em uma livraria e pediu obras sobre teatro. O vendedor, então, disse que mostraria a ele algo especial, e o levou a uma estante de livros escritos por Boal. O legado do criador do Teatro do Oprimido será foco de mais uma edição do projeto Mitos do Teatro Brasileiro, em cartaz hoje, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), a partir das 20h.
O método criado por Boal, hoje presente em mais de 77 países, nos cinco continentes, casava teatro com pedagogia, tendo a transformação social como alicerce. A ideia era usar a ação dramática para formar lideranças nas centros urbanos, subúrbios e comunidades rurais. “É o teatro no sentido mais arcaico do termo.
Todos os seres humanos são atores — porque atuam — e espectadores — porque observam. Somos todos espect-atores”, escreveu o próprio Boal. Utilizado por não atores, serviria como instrumento de reflexão política. Seu conjunto de exercícios e jogos cênicos resultou em um novo método de preparação de atores, que teve impacto mundial.
| Cecília Boal: luta para preservar o acervo do marido no Brasil |
Amir Haddad, por sinal, é um dos convidados a participar da noite, com formato de teatro-documentário, e dar um depoimento sobre o diretor. “Ele era uma voz atuante, um emblema de resistência, de possibilidade de construção de um outro mundo. Não esse mundo de corrupção, discriminação racial, segregação, saneamento étnico, violência e injustiça”, defende. Em 1992, Boal candidatou-se ao cargo de vereador, pelo Rio de Janeiro, e Haddad era confundido com ele nas ruas. Ao sair da cabine de voto, ouviu de um eleitor: “Votei em você”. “Eu tinha orgulho em ser confundido com alguém que abriu caminhos importantes e corajosos para a população brasileira. Caminhos que vão além do discurso ideológico, são atitudes humanistas”, afirma.
A atuação de Boal não se resume a elevar o teatro ao posto de ferramenta social e política. Antes do Teatro do Oprimido, que ganhou formatação nos anos 1970, durante o exílio que o levou a viver entre a Argentina e a França, ele já acumulava longa experiência nos palcos. Integrou o Teatro de Arena, uma das maiores companhias brasileiras, e dirigiu espetáculos históricos. Durante a ditadura militar, realizou o famoso show Opinião, com Zé Keti, João do Vale e Nara Leão, que depois seria substituída pela estreante Maria Bethânia. Deixou 22 livros escritos, traduzidos para mais de 20 idiomas. Em 2008, foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz, e no ano seguinte foi nomeado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) embaixador mundial do teatro.
Como Brecht
Quando Boal faleceu, vítima de uma leucemia, em 2009, o diretor Aderbal Freire-Filho declarou: “Ele é um dos deuses do arquipélago do teatro, um dos mitos da nossa religião”. Também convidado a falar sobre o amigo na homenagem, Freire-Filho defende que Boal, ao lado de mestres como Constantin Stanislavksi e Bertolt Brech, marcou o século 20. “O que esses mestres têm de maior é propor um avanço, fazer com que o teatro vá mais longe na relação com a sociedade”, defende. Outra contribuição marcante, aponta Freire-Filho, é a criação dos seminários de dramaturgia, que revelaram textos clássicos de Oduvaldo Vianna Filho e Gianfranceso Guarnieri.
| Amir Haddad: saudades do colega e criador do Teatro do Oprimido |
O tributo contará ainda com os atores J. Abreu, codiretor do evento, a atriz Sílvia Paes e atores da Cia. Trincheira de Teatro, em cenas inéditas criadas pelo dramaturgo Sérgio Maggio. A primeira delas evoca o Teatro Fórum, uma das bases do sistema desenvolvido por Boal.
Nele, a barreira entre plateia e palco é destruída e os espectadores dialogam livremente com os atores. Uma cena em que há conflito e opressão será apresentada, e o público poderá assumir o papel de protagonista, apresentando soluções possíveis. Na segunda encenação, será revivida uma história real, dos bastidores do show Opinião. Além de atriz do Teatro do Concreto, Sílvia é multiplicadora das técnicas de Boal no Centro-Oeste. “O Teatro do Oprimido não é utopia. Ele não transforma o mundo inteiro, mas transforma sua própria vida. Eu mudei, como mulher e cidadã”, afirma.
Mitos do Teatro Brasileiro — Augusto Boal
Hoje, às 20h, no Teatro do Centro Cultural Banco do Brasil (SCES, Trecho 2, Lote 22 - 3108-7600). Participação de Aderbal Freire-Filho e Amir Haddad. Com J. Abreu e Sílvia Paes. Entrada franca, mediante retirada de senhas, distribuídas com meia hora de antecedência. Não recomendado para menores de 12 anos.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Trincheira homenageia Boal no CCBB
O lavrador de mares

Durante mais de 50 anos dedicados ao teatro, uma pergunta persistente seguia Augusto Boal em inúmeras entrevistas. “Como o senhor se define? Um dramaturgo, um diretor, um homem de esquerda, um teatrólogo? Múltiplo e sem caber em rótulos, ele, um dia, teve uma inspiração. Lembrou-se que Simón Bolivar, o revolucionário que libertou a América Espanhola do colonialismo: “Ele se dizia ser um lavrador do mar -- lavra-se uma onda, mas tem sempre outra se aproximando. É assim que me sinto. Um lavrador do mar”, concluiu Augusto Boal, um dos maiores nome do teatro do Brasil e do mundo. A memória dele será celebrada no dia 18 de outubro (terça-feira), às 20h, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), com entrada franca. As senhas para o encontro devem ser retiradas meia hora antes do evento).
Engenheiro químico formado, Augusto Boal não conseguiu dizer “não” ao chamado dos palcos. Amigo do dramaturgo Nelson Rodrigues e do crítico Sábato Magaldi na juventude, ele viajou para os Estados Unidos e, lá, fez um curso de dramaturgia na Colombia University, onde aprofundaria suas convicções teatrais. Viu Marlon Brando e James Dean aprendendo Stanislavski no Actor´s Studio e, quando voltou ao Brasil, ao fim da década de 1950, foi irradiar o que sabia aos seus pares no recém-criado Teatro de Arena, espaço no qual ajudou a alinhá-lo à ideia de nacionalizar o teatro brasileiro. A partir daí, construiu uma carreira de resistência, que culminou com o show Opinião e na série de espetáculos Arena conta... Todos incomodando profundamente a ditadura militar, que o perseguiu e o exilou como um inimigo público. No exterior, aprofundou o sistema do Teatro Oprimido, que já tinha sido iniciado com o Teatro Jornal e o Teatro Invisível, ambos com forte teor político. Hoje, o método é conhecido no mundo e espalha-se por mais de 50 países nos cinco continentes.
Para celebrar a arte de Augusto Boal, os atores J. Abreu e Silvia Paes, que é multiplicadora do Teatro Oprimido no Centro-Oeste, trazem a memória viva de Boal em cenas inéditas, criadas pelo diretor-dramaturgo Sérgio Maggio, enquanto os diretores Amir Haddad e Aderbal Freire-Filho testemunham fatos relevantes vividos ao lado do homem de teatro que foi indicado ao Nobel da Paz. “Quero falar muito da generosidade de Boal. Dessa capacidade de doar conhecimentos”, adianta Aderbal Freire-Filho. “Há tanto a contar sobre essa maravilha que é Boal que vou estourar o tempo”, brinca Amir Haddad. Nessa edição, ainda participa da homenagem o coletivo brasiliense Trincheira Cia. de Teatro, que, há dois anos, pesquisa a vida e a trajetória de Honestino Guimarães, líder estudantil da UnB que desapareceu durante a ditadura militar.
Após celebrar, com êxito de público e crítica, as trajetórias de Dulcina de Moraes, Dercy Gonçalves, Procópio Ferreira, Nelson Rodrigues, Cacilda Becker, Chico Anysio, Maria Clara Machado, Plínio Marcos, Lélia Abramo e Paulo Autran, Mitos do Teatro Brasileiro segue saudando a memória de Dina Sfat (22 de novembro, com Juca de Oliveira e Thelma Reston). “A delícia de se falar sobre esses homens e mulheres, que doaram a vida ao palco, faz desse projeto uma potente declaração de amor ao teatro brasileiro”, observa Maggio.
Num formato de teatro-documentário, no qual se constrói ao vivo a biografia cênica do homenageado, a partir da junção de esquetes, depoimentos e vídeos, o projeto Mitos do Teatro Brasileiro contribui para consolidar a memória das artes cênicas. “Todos nós, público e plateia, saímos transformados a cada homenagem do projeto Mitos do Teatro Brasileiro”, conta o ator J. Abreu.
- Acompanhe a pesquisa do projeto no blog www.mitosdoteatrobrasileiro.blogspot.com e siga-o no Twitter @mitosdoteatro
SERVIÇO: Projeto: Mitos do Teatro Brasileiro Ano II – Augusto Boal Direção, texto e concepção cênica: Sérgio Maggio e J. Abreu. Com: J. Abreu, Silvia Paes e o coletivo Trincheira Cia. de Teatro Horário: Dia 18 de outubro, terça-feira, às 20h Duração: 100 minutos Classificação indicativa: 12 anos Local: Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB) – SCES, Trecho 2, Lote 22, Brasília Telefone: (61) 3108-7600 Ingressos: Entrada franca. Senhas serão distribuídas na bilheteria com meia hora antecedência. O CCBB disponibiliza ônibus gratuito, identificado com a marca do Centro Cultural. O transporte funciona de terça a domingo, saindo do Teatro Nacional a partir das 11h. Trajeto e Horários Teatro Nacional: 11h, 12h25, 13h50, 15h15, 16h40, 18h05, 19h30, 20h55, 22h SHN – Manhattan: 11h05, 12h30, 13h55, 15h20, 16h45, 18h10, 19h35, 21h, 22h05 SHS – Hotel Nacional: 11h10, 12h35, 14h, 15h25, 16h50, 18h15, 19h40, 21h05, 22h10 SBS – Galeria dos Estados: 11h15, 12h40, 14h05, 15h30, 16h55, 18h20, 19h45, 21h10, 22h15 Biblioteca Nacional: 11h20, 12h45, 14h10, 15h35, 17h, 18h25, 19h50, 21h15, 22h20 UNB – Inst. Artes: 11h30, 12h55, 14h20, 15h45, 17h10, 18h35, 20h, 21h25, 22h30 UNB – Biblioteca: 11h35, 13h, 14h25, 15h50, 17h15, 18h40, 20h05, 21h30, 22h35 CCBB: 12h10, 13h35, 15h, 16h25, 17h50, 19h15, 20h40, 21h45, 22h45 |
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